Internetês: inimiga dos professores? - Projetos Pedagógicos Dinâmicos

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Postado em 24 de fevereiro de 2012

Ivanilson Costa

A língua é dinâmica, não estática. As gírias, as variações linguísticas, os vícios de linguagens são exemplos da dinamicidade e variedade da linguagem. Pensar que somente a norma culta da língua portuguesa é o único modo aceitável e correto é uma bobagem. A internet também tem suas características e suas particularidades linguísticas, o que se denomina comumente de “internetês”, que consiste numa linguagem distinta da que usamos convencionalmente.

Essa forma de linguagem é mais utilizada nos chats e mensagens instantâneas. O uso do internetês é justificado pelos jovens, pelo fato de que torna a mensagem mais curta, com menos caracteres. Outra explicação é que essa prática consome menos tempo do usuário.

O internetês pode facilitar, por exemplo, em algumas redes sociais que têm uma quantidade máxima de caracteres aceitos (como exemplo o Twitter que suporta 140 caracteres) e algumas mensagens instantâneas de celulares, os chamados Safety Management System - SMS. Muitas vezes, no entanto, algumas pessoas abusam com essa liberdade da internet. As crianças, às vezes, sequer aprendem bem o português porque só ficam falando e escrevendo o internetês.

O internetês não pode ser inimigo dos professores, precisamos, como educadores, conscientizar e educar nossos educandos para essa realidade, enfatizando que a utilização desse tipo de linguagem é adequada para um ambiente específico, ou seja, na internet. Não podemos recriminar nossos alunos, se a maioria de nós mesmos utilizamos cotidianamente esse internetês nos bate-papos com os amigos e familiares. As abreviações, característica principal do internetês, são constantemente modificadas, tornando-se cada vez mais curtas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CONFESSOR, F. I. C. Novas Tecnologias : desafios e perspectivas na Educação, 1ª Edição: Clube dos Autores, Brasil, 2011.

Ivanilson Costa - Escritor (autor do livro: Novas tecnologias: desafios e perspectivas na Educação, 2011), pedagogo, pós graduando em Psicopedagogia, Tecnologias e Educação a Distância, professor em Santa Cruz/RN e membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento – SBNEC e blogueiro ( www.ivanilson.com ).

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