O ensino da Matemática - Projetos Pedagógicos Dinâmicos
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Postado em 21 de agosto de 2014
Elizabethe Gomes Pinheiro
A Matemática ainda é uma das disciplinas que mais reprova. Também tem sido a disciplina que os alunos têm mais dificuldade e uma área com defasagem de profissionais. Este é o quadro nacional, por que não dizer internacional. Mesmo assim é necessário ser otimista, pois através de experiências positivas e pesquisas em vários países, com o avanço da Educação Matemática esse quadro aos poucos vem sofrendo mudanças.
A Matemática era baseada tão somente em mecanismos isolados, que talvez nunca fossem utilizados. Quantos “aprenderam” fórmulas para fazer uma prova e no outro dia não sabiam mais nada do que haviam estudado. Nesse caso se pode dizer que houve uma aprendizagem significativa? Ou simplesmente aconteceu a reprodução de um conceito numa folha de papel? A Metodologia, os conceitos, o ensino de forma mecânica não atrai mais. Não agradam professores, muito menos alunos.
Como fazer o aluno se interessar pelas aulas de Matemática?
Através do avanço da Educação Matemática no país e no mundo, percebeu-se que era necessário colocar sentido nessa matemática amada por poucos e rejeitada por muitos. Quantos dizem: Nunca aprendi Matemática; Eu detesto Matemática; Escolhi tal área para fugir da Matemática. O desafio foi posto diante de matemáticos interessados em mudança: colocar um pouco de sentimento numa disciplina tida por muitos como fria, pronta e acabada. Essa visão é equivocada, visto que a Matemática se faz presente em todo processo educativo, em toda sociedade.
O que ocorreu no decorrer da história? A Matemática da escola se distanciou da Matemática da vida. Convém reaproximá-la de tal forma que leve o aluno a ousar, pensar matematicamente, explorar o meio em que vive e acreditar nas suas potencialidades.
A Educação Matemática enquanto área de pesquisa é bem recente, se compararmos com a história da Matemática em si. Nas últimas décadas houve um grande avanço nas pesquisas e podemos dizer que é uma das áreas que segue com um avanço muito positivo, correspondendo assim à demanda da sociedade nos dias atuais. Nesse contexto prioriza-se a compreensão de conceitos matemáticos com lógica, estimulando a argumentação, levando o aluno a desenvolver suas capacidades com autonomia.
Produzir conhecimento é uma das funções das instituições de ensino. A escola é responsável em formar conceitos e precisa gerar conhecimento. Parece redundante, mas não é, pois em muitas delas o conhecimento só é reproduzido, principalmente nas aulas de Matemática. Na escola de hoje, o professor deve orientar questionar e ser questionado, levar o aluno a discordar, discutir,... Deve ser o mediador entre a informação e o conhecimento, pois informações o aluno tem de várias formas, através de diversos meios. Com o apoio do professor, o aluno irá transformar as informações adquiridas em conhecimento necessário à sua trajetória escolar.
Há décadas, as aulas de matemática têm sido pequenos “cursinhos preparatórios”. Isso não faz mais sentido. Não convém apenas decorar fórmulas e teoremas no mundo moderno. Essa realidade é constatada ao analisarmos as provas do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e os vestibulares atuais. Nesses casos e em outras situações, o aluno precisa ler interpretar e resolver problemas.
A Matemática está presente na vida de todas as pessoas, em situações nas quais é preciso estimar, quantificar, calcular, localizar objetos, ler gráficos, tabelas e mapas.
Nos dias atuais há aulas de Matemática que tem cumprido esses objetivos. Mas ainda têm-se professores que concebem a Matemática como puramente a comunicação de técnicas isoladas. A Educação Matemática comprova a necessidade de buscar uma matemática que motive, que leve à reflexão e não a uma mera repetição, algo sem sentido. Numa visão holística, cabe ao professor levar o aluno a perceber detalhes, buscar regularidades, argumentar e encontrar relações.
O professor deve organizar seu trabalho de modo que os alunos desenvolvam a própria capacidade para construir conhecimentos matemáticos e interagir de forma cooperativa com seus pares, na busca de soluções para problemas. (BRASIL, 1998.p.63)
Para que o professor estimule o aluno a construir seu conhecimento com criatividade, o jogo surge como uma proposta de sucesso. A utilização de jogos e brincadeiras na escola, a fim de favorecer a aprendizagem, teve inicio em meados do século XIX. O jogo favorece a construção de novos conceitos, aprofundamento de ideias matemáticas e também a fixação de conceitos.
Durante a realização de um jogo se desenvolve a capacidade de organização, análise, reflexão e argumentação. Também estimula o trabalho em equipe e o respeito às regras.
É importante que o jogo seja trabalhado como uma metodologia pedagógica explorando seus aspectos educativos.
Piaget e Vygostsky contribuíram para que o jogo tornasse uma proposta metodológica para processo de aprendizagem da matemática. Estes defendem a participação ativa do aluno no processo de aprendizagem.
Segundo Piaget, a atividade direta do aluno sobre os objetos do conhecimento é o que ocasiona aprendizagem – ação do sujeito mediante o equilíbrio das estruturas cognitivas, o que sustenta a aprendizagem é o desenvolvimento cognitivo. A aprendizagem está subordinada ao desenvolvimento.
Nesta concepção de aprendizagem "... o jogo é elemento do ensino como possibilitador de colocar o pensamento do sujeito como ação. O jogo é o elemento externo que irá atuar internamente no sujeito, possibilitando-o a chegar a uma nova estrutura de pensamento" (Moura, 1994, p. 20).
Na concepção Piagetiana, o jogo assume a característica de promotor da aprendizagem da criança. Quando a criança é colocada diante de situações lúdicas, ela compreende a estrutura lógica do jogo e, por consequência, a estrutura matemática presente no mesmo.
O jogo desempenha um papel importantíssimo na Educação Matemática. "Ao permitir a manifestação do imaginário infantil, por meio de objetos simbólicos dispostos intencionalmente, a função pedagógica subsidia o desenvolvimento integral da criança" (Kishimoto, 1994, p. 22). Do ponto de vista sócio-afetivo, o jogo oportuniza a criança sair do egocentrismo, adotando o ponto de vista do outro. Permite que a criança aprenda a viver a competição e a colaboração. Do ponto de vista cognitivo, o jogo permite o domínio operatório, a expressão e a comunicação.
Durante o jogo, o papel do professor é mediar as situações que forem surgindo no decorrer do mesmo. A dinâmica do grupo deve ser respeitada e não deve ser interrompida por intervenções pedagógicas. Estas deverão fazer parte do planejamento em momento oportuno.
Através do jogo, temos a possibilidade de abrir espaço para a presença do lúdico na escola, não só como sinônimo de recreação e entretenimento. Muito mais do que um simples material instrucional, ele permite o desenvolvimento da criatividade, da iniciativa e da intuição. Enfim, do prazer, elemento indispensável para que ocorra aprendizagem significativa.
Projeto Matemática na Educação Infantil Alfabetizar matematicamente é tão preocupante quanto o ler e o escrever as letras, as palavras, as frases, os textos. A relação entre linguagem e pensamento é complexa, porque a criança, além da compreensão da quantidade, deve entender também, a multiplicidade de representações que existe para essa quantidade. No processo de construção do conhecimento lógico-matemático, as relações que o aluno estabelece entre os objetos são básicas. É a partir da criação e coordenação dessas relações que o ser humano constrói o conceito de número. O projeto é repleto de dicas de atividades práticas que visam favorecer o desenvolvimento dessa estrutura mental, através de experiências que oportunizem à criança a elaboração dos conceitos matemáticos. Destinado a alunos da Educação Infantil e 1º ano . Podendo ser adaptado ao 1º Ciclo do Ensino Fundamental
Projeto Matemática na Educação Infantil
Alfabetizar matematicamente é tão preocupante quanto o ler e o escrever as letras, as palavras, as frases, os textos. A relação entre linguagem e pensamento é complexa, porque a criança, além da compreensão da quantidade, deve entender também, a multiplicidade de representações que existe para essa quantidade. No processo de construção do conhecimento lógico-matemático, as relações que o aluno estabelece entre os objetos são básicas. É a partir da criação e coordenação dessas relações que o ser humano constrói o conceito de número. O projeto é repleto de dicas de atividades práticas que visam favorecer o desenvolvimento dessa estrutura mental, através de experiências que oportunizem à criança a elaboração dos conceitos matemáticos. Destinado a alunos da Educação Infantil e 1º ano . Podendo ser adaptado ao 1º Ciclo do Ensino Fundamental
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Elizabethe Gomes Pinheiro - Especialista em Matemática com Pós em Docência do Ensino Superior. Coordenadora de Matemática na Secretaria Municipal de Educação de São Pedro da Aldeia – RJ, Professora Formadora em Cabo Frio - RJ.
Contatos: Blog: http://www.bethematica.blogspot.com.br/ E-mail: bethematica@projetospedagogicosdinamicos.com
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