Competências socioemocionais serão trabalhadas nas escolas


Paty Fonte

Há 4 anos pesquisando sobre a importância de trabalhar inteligência emocional nas escolas e a influência da afetividade no processo ensino-aprendizagem não foi surpresa quando me deparei com a seguinte notícia:

Durante o Fórum Internacional de Políticas Públicas: Educar para as competências do século XXI, realizado nos dias 24 e 25 de março, em São Paulo, o Ministério da Educação – MEC ressaltou a importância de promover as habilidades não cognitivas ou socioemocionais no ambiente escolar e anunciou medidas que visam atender esse objetivo. São exemplos de tais competências características como perseverança, resiliência, determinação, colaboração, autocontrole, curiosidade, otimismo e confiança.

O debate em São Paulo reuniu, a portas fechadas, ministros da Educação de quatorze países. Sobre o encontro, o secretário-geral delegado da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, Yves Leterme, afirmou que os participantes reconheceram que as habilidades não cognitivas compõem um conjunto de características importantes e que devem ser estimuladas, pois impactam o sucesso escolar e o sucesso na vida futura dos alunos.

O ministro da Educação do Brasil, Henrique Paim, afirmou que esse debate é novo no país. “Este debate no Brasil é recente. Essas competências (não cognitivas) devem estar presentes no âmbito das políticas públicas educacionais”, disse. De acordo com o ministro, programas como o Mais Educação possibilitam trabalhar tais habilidades nas escolas.

Paim anunciou que vai disponibilizar uma linha de financiamento para as redes públicas de ensino que tiverem interesse em desenvolver programas na área e que meçam o desenvolvimento dos alunos nessas competências. Segundo o ministro, as iniciativas que já existem no país com essa preocupação servirão de exemplos para próximos projetos.

Para o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep, Chico Soares, as crianças, adolescentes e jovens brasileiros precisam desenvolver durante a educação básica todas as capacidades essenciais para o exercício da cidadania e a inserção no mercado de trabalho. “Isso envolve adquirir, ao mesmo tempo, conhecimentos e habilidades, cognitivas e socioemocionais”, afirmou.

O MEC, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes e o Instituto Ayrton Senna assinaram um protocolo de intenções para incentivar pesquisas sobre o desenvolvimento e o papel de habilidades socioemocionais no ensino.”

Oxalá, as escolas públicas recebam tal verba a saibam utilizá-la corretamente. Oxalá, as escolas particulares também sejam estimuladas e compreendam a necessidade de se educar as emoções além do aspecto cognitivo.

Trabalhemos os sentimentos, pois como diz o grande mestre Rubem Alves: “Aquilo que está escrito no coração não necessita de agendas porque a gente não esquece. O que a memória ama fica eterno.”

Talvez seja esta a chave para o sucesso que tanto almejamos na área de educação.

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Paty FontePaty Fonte (Patrícia Lopes da Fonte) Educadora especialista em pedagogia de projetos, escritora, autora dos livros “Projetos Pedagógicos Dinâmicos: a paixão de educar e o desafio de inovar” e “Pedagogia de projetos: ano letivo sem mesmice.” Ambos da WAK editora; autora e tutora de cursos presenciais e on-line de educação continuada a docentes, coach, palestrante.

Idealizadora e diretora dos sites: www.projetospedagogicosdinamicos.com www.cursosppd.com.br

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