A Educação e os Catadores de Feijão


Wolmer Ricardo Tavares

A educação e os catadores de feijãoA educação é um dos pilares de investimento que qualquer político promete para poder se eleger e assim, perpetuar o seu limo, pois essas promessas não passam de devaneios, visto que são palavras com bases profundas no alicerce da ignorância do povo.

Não querendo poetizar as palavras, mas pode-se perceber a rima entre pedagogia e demagogia, pedagogo e demagogo.

Para esclarecimento, o pedagogo é um profissional formado em pedagogia e ele deveria estar preparado para desenvolver um trabalho que focasse uma educação com qualidade, operacionalizando projetos, métodos e sistemas pedagógicos focando sempre uma educação protagônica e libertadora; e os demagogos, são aproveitadores que usam da demagogia para conduzir a massa de manobra que somos nós a uma falsa situação.

Em nossa educação, encontramos vários profissionais com estas duas características, ou seja, deveriam ser profissionais apenas da educação e assim, causar mudanças favoráveis para a evolução do educando, mas estes profissionais esbarram-se nos interesses próprios, no seu ego insano, ficando conseqüentemente, apenas com ações estéreis para uma seara que poderia dar bons frutos para o desenvolvimento do seu município, cidade e até mesmo o pais, além da evolução dos próprios educandos.

Cabe aqui ressaltar uma frase muito comum na administração, frase esta usada por bons gestores. Para eles, existem os “catadores de feijão”. Catadores de feijão são as pessoas que exercendo um posto de comando (não é de liderança, pois nem todos que assumem postos assim são líderes) tomam atitudes sem pensar nas conseqüências, sem se preocupar com o bem estar de seu funcionário, ignorando por sua própria estultice e boçalidade que um funcionário satisfeito é capaz de dar o máximo de si pela organização, seja ela pública ou privada.

Estes catadores de feijão, por pura nesciosidade e falta de knowrhow  no quesito relações humanas, têm atitudes que ultrapassam a ridicularidade, e estes mesmos, acreditam e tentam convencer os demais que suas ações são realmente importantes para a instituição.

Quantas estultices por parte destes profissionais da educação sem educação. Infelizmente nesta área, é onde se encontra uma grande variedade de pessoas assim, e acreditam nessas inverdades que tentam convencer os demais de que suas atitudes são relevantes para a instituição, mas sequer se perguntam em que estas atitudes afetariam e quais benefícios trariam?

Quanto a idiotice, na educação é o local para a pessoa certa. São estes profissionais de educação sem educação que impõem sua vontade, ignorando a situação de seus envolvidos.

Não se pode confundir educação citada acima com a educação formal, oferecida pelas instituições educacionais, pois muitos com diplomas empoeirados e/ou mofados, acreditam ser o centro das atenções. A primeira palavra refere-se em como lidar com pessoas como gentilezas, empatia, carisma, caráter, autenticidade dentre outros adjetivos que deixam a desejar em nossos educadores que representam a classe de docentes.

As mudanças são necessárias até mesmo quando nos tiram da zona de conforto, então isso nos faz enxergar que as vezes a vida tem mais opções do que as oferecidas.

Acredita-se na mudança que tem como cerne a educação de qualidade, mas com tantos catadores de feijão ligados a ela, ficará difícil, e nós educadores, teremos que nos conformar e ficar com as quimeras que trazemos em nós, como a vontade realmente de uma verdadeira mudança na educação não para satisfazer os egos inflados destes pseudo-educadores, mas para que seja uma pedra a alicerçar a vida de nossos educandos.

 

João Oliveira

Wolmer Ricardo Tavares – Mestre em Educação e Sociedade

www.wolmer.pro.br

 

 

 

 

 

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